Eu sinto que hoje o dia está um tanto quanto azul. Meus olhos se enchem de água e minha visão turva é abalada pelo ambiente de trabalho onde estou. “Não tenho tempo para isso agora.” Quando desço do ônibus sinto um vazio em meus passos, como se minhas pernas procurassem pelo socorro da morte, mas meu coração sente que ainda não é hora. Chegando em casa o ranger do portão me faz pensar em quanto tempo não amo. Amar nos últimos dias tem sido tarefa difícil porque qualquer faísca deste sentimento me lembra de alguém. Alguém que eu fui talvez? Ou será que o alguém que amei quando ainda não era quem hoje sou? Tenho tanto a dizer para tantos, mas a minha voz engasga e minhas palavras se perdem de medo de dizer a coisa errada. A crença de que não posso errar não é algo que carrego comigo e não é porque me sinto perfeito, mas é que me sinto para sempre inacabado. “Eu ainda posso tentar outra vez.” Essa frase me motiva e me pega de surpresa, porque ao mesmo tempo em que posso amar de novo,...
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